Índices macroeconômicos e investimentos | Por Thales Gazola Manetti

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Thales Gazola Manetti

Formado em Ciências Econômicas pela Universidade Federal de Ouro Preto e estudioso do mercado financeiro com foco em fundos de investimentos.

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Índices macroeconômicos e investimentos

 

Em todos os jornais sempre vemos alguma matéria sobre o quanto a inflação subiu ou desceu e o seu impacto nos preços dos produtos. Junto a estas matérias normalmente são relacionados ao PIB, a taxa de desemprego da população e outros indicadores macroeconômicos. Você que investe em fundos de investimentos e ações pode não se atentar para essas reportagens, mas elas impactam diretamente no rendimento dos seus investimentos. Neste artigo vamos falar um pouco sobre os indicadores macroeconômicas, como eles afetem o seu investimento e alguns outros indicadores que podem ser interessantes de acordo com os seus investimentos.

 

IPCA

Primeiramente vamos falar do IPCA, índice geral de preços ao consumidor amplo, é um dos principais índices macroeconômicos, ele mede a variação da inflação em um determinado período de tempo. Mas, o que tem a ver a inflação se eu invisto em fundos de investimentos? O IPCA impacta diretamente sobre a taxa de juros Selic, este mecanismo é utilizado pelo governo para controlar a inflação. Como já sabemos o aumento da inflação reduz o poder de compra do dinheiro. Então, o investidor para ter ganhos reais, ou seja, descontada a inflação, ele deve buscar rendimentos maiores que o IPCA ou fazer a inflação trabalhar para ele, investindo em alguns tipos de renda-fixa ou fundos de investimentos em renda fixa.

 

IGP-M

Muito semelhante ao IPCA, o IGP-M é calculado pela FGV e mais utilizado nos setores de energia elétrica e principalmente em contratos de aluguéis. Para os investidores em fundos imobiliários é muito importante o conhecimento e análise deste indicador, pois a rentabilidade do fundo deve aumentar junto com o aumento do IGP-M, vale alertar se a taxa de vacância (desocupação do imóvel) estiver alta a rentabilidade pode não ser a esperada.

 

PIB

O Produto interno bruto, nos mostra o crescimento ou redução da atividade econômica do Brasil. Em primeira análise a relação entre o PIB e o mercado de ações não parece ser óbvia, porém o PIB e o índice IBOVESPA têm uma relação positiva. O que se pensarmos bem é muito assertiva, pois se o país está crescendo – as empresas estão vendendo mais, contratando mais, expandindo sua atividade – há um aumento PIB, o reflexo no mercado financeiro é positivo, os investidores estão com boas expectativas e consequentemente o IBOVESPA está em alta. Em ambientes onde há uma boa expansão do PIB o investidor deve investir em renda variável porque a renda fixa deixa de ser atrativo se há uma queda nas taxas de juros. Podemos criar um artigo inteiro para falar da relação do PIB com os investimentos, mas deixaremos isto para uma próxima análise mais profunda.

 

Índice IBOVESPA

O Ibovespa é o principal índice da bolsa de valores brasileira a B3, ele não é um índice macroeconômico, mas é muito importante para o investidor. O Ibovespa deve ser analisado com cautela, ele é um índice muito geral, o índice pode estar no vermelho, mas determinadas ações podem estar indo bem. Para o investidor em fundos de investimentos em renda variável o Ibovespa é um bom benchmark. O importante para o investidor é analisar as ações que compõem o fundo no qual ele investe e acompanhar notícias e indicadores específicos para o setor em que a empresa está inserida.

 

Conclusão

Estes são alguns índices e indicadores financeiros que devemos analisar e acompanhar na hora de fazer investimentos, seja por um fundo ou você mesmo, estas análises favoreceram nas tomadas de decisões.  Podemos analisar muitos outros como a taxa de desemprego, atividade da indústria, já que investimos em empresas estrangeiras ou exportadoras devemos estar atentos na cotação de moedas internacionais e acompanhar as bolsas de valores de outros países como a Dow Jones, Nasdaq e DAX.

 

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