Fatos Relevantes da Semana (Jul 21-27 2019) | Por Artur Losnak

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Artur Losnak, CFA é formado em Engenharia Mecânica Aeronáutica pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica. Investe no mercado financeiro há mais de 10 anos, possui experiência tanto no sell side quanto no buy side. Acompanha o mercado de FIIs desde 2013 e possui as certificações CFA, CNPI, CGA, CPA – 20 e Administrador de Carteira de Valores Mobiliários (CVM).

Fatos Relevantes da Semana

(Jul, 21-27 2019)

 

Close Friends Danilo Bastos

  • Aprenda sobre fundos imobiliários, formas de analisá-los e de escolher os que se aderem melhor a seu perfil e possuem maior segurança e potencial de retorno.
  • No Close Friends, o conteúdo vai além. Você só terá liberdade se aprender a pensar sozinho, sem dependência de terceiros. Eu não te digo o que fazer, ensino como fazer.
  • Iremos comentar sobre os acontecimentos do mercado, eventos e insights. Tudo com uma abordagem educacional, funcionando como uma mentoria continua, para que você tenha mais clareza para tomar suas próprias decisões de investimento.
  • Garatia de Satisfação ou dinheiro 100% de volta (7 dias)
 
FIIs Summit

 

A Suno organizou o FIIs Summit no dia 20 de julho de 2019.

 

FIIs citados: XPML, BRCR, VISC, RBRF, TRNT, CNES, IRDM, BPFF, XPCM, VRTA, MGFF

 

FIIs que possuo: BRCR, VISC, RBRF, IRDM, VRTA, MGFF

 

Jacinto – Funds Explorer

Ele começou citando métricas para acompanhamento de FIIs, como preço por metro quadrado, cap rate, P/VP e vacância física x financeira.

 

Tipos de valuation que podem ser utilizados no setor de real estate:

  1. DCF
  2. FCF da McKinsey
  3. DDM
  4. NOI
  5. FFO
  6. NAV
  7. Comparáveis
  8. Custo de reposição do ativo

 

Sobre o gestor, Jacinto sugeriu olhar o LinkedIn dele, comparar a performance do FII contra o IFIX

Jacinto usa NTN-B de 10 anos para comparar com rentabilidade de FIIs pelo ciclo imobiliário ter uma duração média de 10 anos.

O spread desejado de rentabilidade seria 200 – 300 bps acima da NTN-B equivalente.

 

Baroni

Baroni dedicou o seu tempo para falar de risco, afinal só se comenta de risco quando dá algum problema.

 

Vacância

Quem compra FII compra fluxo e vacância é ausência de fluxo. Suno não quer que assinante carregue ausência de fluxo.

Eu gosto de comprar vacância e entendo que é necessário ter um pouco de estômago para seguir esta estratégia.

 

Cheque em branco

Pipeline “fraco” ou inexistente (cheque em branco) foi algo que aconteceu em 2018-19 (principalmente em shoppings) e não deveria voltar a acontecer. XPML chamou uma oferta e já escolheu os ativos para comprar.

Cada vez mais deveremos ter uma maior transparência em relação ao uso do dinheiro nas emissões.

 

Posicionamento gestor

A função do gestor profissional é prever a crise e não ser impactado 100% pela crise. Existe uma remuneração para o gestor e esta precisa ser justificada.

No mercado de laje você precisa ser majoritário para coordenar/impor renovações/reformas no prédio.

É necessário acompanhar o contrato, mesmo que ele seja atípico. Entrar em contato continuamente com seus inquilinos.

 

Fundo monoativo

Baroni não gosta de fundo monoativo por não ser bom para a indústria. Eu gosto de fundo mono desde que o ativo seja bom. Eu entendo que gestores gostem de liberdade, então teremos cada vez mais novas emissões com gestão ativa pois nenhum gestor quer se impor amarras na gestão de maneira de graça.

 

Foque na renda real

Tem muito fundo distribuindo dividendos não recorrentes (BRCR) e ganho de capital relevante (acima de 50% do lucro distribuído).

Quando essa onda passar, vai pagar apenas a renda recorrente. Então o importante é focar nesta renda recorrente para estimar o dividend yield do FII.

 

Tributação

Baroni está com medo dela desde o ano passado e reduziu sua posição em FIIs por causa disso.

Conversou bastante com alguns players do mercado mas não conseguiu ter uma atualização mais robusta. Entende que o estoque poderia não ser tributado.

 

Valuation

Enquanto mercado não estabiliza, fica difícil fazer valuation.

Eu vivi o sell side e sempre que havia uma aquisição existia a opinião se determinado ativo acrescentava valor ao fundo ou não. Precisamos ver isso com mais frequência em FIIs.

 

Fundo ativo

Fundo ativo não é apenas fazer emissão e comprar ativos. É também desinvestir. Fundo de desenvolvimento puro (ficar um tempo sem pagar dividendo) não faz sentido para a base rentista da bolsa. Tem que fazer um FII híbrido.

 

VINCI

FIIs de shopping possuem FFO maior que de peers listados por não terem despesa operacional nem despesa financeira. Estrutura mais enxuta permite uma maior rentabilidade ao cotista.

 

Futuro de shoppings

No Brasil (ao contrário dos EUA), o shopping é um centro de compras e de entretenimento. O que define se um shopping irá morrer ou não é basicamente a localização. Varejo gosta de localização e shoppings bem localizados tendem a atrairem/reterem os lojistas.

Ecommerce é algo que apresenta um grande crescimento, mas não irá destruir shoppings brasileiros.

Shoppings podem virar centros de distribuição mas não irão abdicar de ABL (tudo deverá ir para o estacionamento).

 

Ofertas

VISC aprendeu sobre questão de captar muito e demorar para alocar. Pensam em não cobrar taxa de gestão se fizerem uma nova captação.

Não querem fazer qualquer tipo de transação para alocar capital.

 

RBR

CRI

Comentaram que na dúvida é melhor não entrar.

FoF

Querem ter liberdade para alocar em CRI para evitar deixar dinheiro em caixa

Entendem que FoF é um fundo de acesso, permitindo ao investidor participar de várias ofertas 476. Concordo com eles e tenho vários FoFs nessa proposta.

Laje

Comparam com o custo de reposição. Entendem que 50% do custo do imóvel é terreno + outorga + CEPAC.

Laje não paga bem hoje mas pode pagar bem no futuro.

 

TRNT

Gostam do ativo, o problema era que o condomínio era muito caro (36 BRL/m2). E inquilino olha o custo total: aluguel + condomínio + IPTU. Com condomínio caro, tentam um desconto no aluguel.

Fizeram um movimento ativista e conseguiram trocar de administrador do prédio. Também conseguiram reduzir o condomínio para algo em torno de 25 BRL/m2.

Hoje o prédio vale 12 k BRL/m2, enquanto o custo de um prédio que estão fazendo atualmente em Pinheiros é 13.5 k BRL/m2.

 

BRCR

Está barato, minha principal dúvida era o CNES que já foi alocado parcialmente para o Banco do Brasil.

Fazendo negócios

Se nenhum dos sócios conhecer o cara e tirar algo positivo/negativo dele com 3 ligações, não tem deal.

 

KINEA

Dados de real estate não estão facilmente disponíveis e costumam mudar de casa para casa. Eles usam dados da CBRE.

Kinea não compra prédio sem ar condicionado central.

Gostam de ter controle do imóvel por poder implementar reformas que entendam que sejam necessárias

LOCALIZAÇÃO é um dos principais pontos para se levar em conta. A mancha urbana demora uns 10 – 15 anos para mudar (e se mudar), então estar bem posicionado é de suma importância.

Algumas empresas já estão interessadas em ativos que ainda não estão prontos, o que mostra que Itaim deve continuar com vacância baixa no curto prazo.

Empresa decide em qual região quer estar e depois descobre qual prédio quer alugar.

Enquanto prédio é visto como um ativo de valor para famílias, fundos de private equity possuem amor à TIR (não ao ativo). Muitas negociações com famílias não prosperam pelo caráter patrimonialista.

Ajustando por inflação o preço cobrado no aluguel em 2011, temos 167 BRL/m2. Hoje gira em torno de 80 – 90 BRL/m2. A entrada de novos prédios foi tão forte que derrubou o preço em quase 50% no Itaim.

 

 

Logística

Há muito galpão velho e antigo.

Os galpões novos possuem pé direito de 12-14 metros, enquanto os antigos possuem 6 metros. Você consegue armazenar muito mais, então tolera preços mais altos.

Localização também é um fator determinante em logística: mais perto de São Paulo há menos oferta e maior demanda.

Aluguel

Ninguém abre, fundo imobiliário também não deveria abrir.

 

REITs

Maior porcentagem é de residencial de renda, algo que ainda não deu muito certo no Brasil. O grande problema é o ticket médio baixo, o que poderia ajudar é comprar um prédio inteiro e retrofitar.

Agro

É necessário dar alguma liquidez ao fundo e alguma renda ao cotista, quando isso efetivamente acontecer dá para desenvolver o agro.

 

TGAR

Montaram uma estrutura de serviços para criar uma “camisa de força” no incorporador e ele obedecer as regras da Faria Lima.

Terceirizar o controle você acaba perdendo a mão.

Foco é 30% não performado e 70% performado, quando o ativo não performado vira performado podem comprar mais não performados.

Pouca volatilidade na cota é devido ao pequeno número de cotistas.

 

BPFF

Existe a possibilidade de ficar vendido em FII até o fim do ano, depende da B3.

Prefere ter 15 FIIs do que ter 5 principais FIIs.

Não falou nada sobre XPCM

 

IRDM

Indústria de FII não tem lobby, vai na onda com os outros.

Devido à amortização dos CRIs, FII de CRI tem que estar continuamente procurando oportunidades.

 

XPML

Não vê mais espaço para novos outlets bons. Outlet é para escoar produto do shopping. Se não me engano, há uma conta de padeiro de 1 outlet para cada 10 lojas da mesma marca em shoppings.

Não vê problema em ser minoritário nos shoppings, desde que confie no parceiro.

Entende que se o parceiro for administrador e acionista do shopping, ele vai levar “a sério” o ativo.

Existe possibilidade de consolidação em shoppings e fundações/famílias devem ser vendedoras.

Shopping não pode reter nada sem pré aprovação dos acionistas.

Possuem 3-5% em caixa para pagar um possível capex emergencial

 

VRTA

Spread de crédito de oferta 400 gira em torno de 50 bps, enquanto oferta 476 gira em torno de 300- 400 bps.

 

Rio Bravo

O número de agências bancárias vai ser reduzido, mas há valor imobiliário nas agências.

Conseguiram converter muitos FIIs passivos para FIIs ativos com a proposta de ter maior liberdade nas aquisições.

 

MGFF

Olha ativo com ganho de capital e com yield baixo, yield pode crescer no futuro (estão comprando BRCR).

Foque em operação bem feita ao invés de olhar o indexador do ativo.

Criaram um fundo com a JPP para ter somente CRIs, algo parecido com a RBRF mas mais personalizado.

 
 
Entrevista com ALZR

 

Conversa do Arthur Vieira de Moraes com o gestor do ALZR

 

FIIs citados: ALZR, GGRC

 

FIIs que possuo: ALZR, GGRC

 

Eu tenho cotas do ALZR e acredito que ele vai ser tornar algo como um GGRC: vários contratos atípicos e um fundo bastante pulverizado.

Estão atualmente com dois ativos no fundo e com o dinheiro da segunda emissão devem fazer novas compras em breve.

O ponto mais importante da conversa foi dizer que, mesmo com a queda de juros, ainda há oportunidade de fazer deals com cap rate de 9%.

Infelizmente o VISC foi pego pela queda de juros de teve de pagar mais caro por ativos que já tinha comprado 6 meses antes. Tendo de pagar um cap rate abaixo do prometido.

Vamos ver o cap rate que o ALZR praticará nas próximas aquisições.

Diligência prévia dos ativos já foi feita, agora é burocracia para ser resolvida. Fabio acredita que em 6 meses aloca tudo.

Às vezes o contrato demora para ser assinado por questões de cláusulas do contrato. O contrato atípico não é um contrato padrão, cada caso é um caso e precisa definir a responsabilidade do inquilino e do fundo.

A proposta do fundo é continuamente ter mais emissões e pulverizar bastante o número de ativos, já estão estudando ativos para uma próxima emissão.

Fabio não gosta de monoativo e entende que a indústria irá migrar para a direção dos FIIs multiportfolio (diversificação e liberdade para o gestor).

 
 
BCFF ganha processo contra Receita

 

BCFF ganhou 0.27 BRL/cota, 2 emissões e redução de vacância em SP.

 

FIIs citados: BCFF, FCFL, TRNT, VRTA, FEXC, OUCY,

 

FIIs que possuo: BCFF, FCFL, VRTA, FEXC, OUCY,

 

BCFF

Fundo ganhou 12 processos nos anos de 2017 e 2018 contra a Receita Federal sobre a questão de pagar imposto de renda sobre ganho de capital em FIIs, o que seria equivalente a 0.27 BRL/cota. Ainda não saiu o parecer final.

Desde que começou a questionar a Receita Federal, o fundo já conseguiu recuperar 0.77 BRL/cota. Não comentaram sobre processos adicionais e quanto mais podem ganhar.

Até agora nada sobre os fundos da Hedge, comentei um pouco sobre isso aqui.

 

FCFL

Já pagaram todas despesas previstas para benfeitorias no prédio, sem novidades sobre o aluguel

 

TRNT

Fundo locou 7 andares para Bulls Holding Investments Company, substituindo Microsoft e Tishman.

A vacância atual do fundo irá de 20.7% para 11.7%

 

VRTA

Sem novidades sobre os CRIs defaultados, alocou o caixa em crompromissadas do Banco Votorantim (85% CDI).

 

FEXC

Compraram 3 CRIs em junho, sendo 2 que o fundo já tinha (Helbor – CDI + 1.7%, Tecnisa – 140% CDI). O terceiro foi CRI sênior da Ourinvest (IGP-M + 6.68%).

Foi aprovada a 9ª emissão, maiores comentários neste link

 

OUCY

Aprovada segunda emissão de cotas do fundo (75 MM BRL). Lote adicional será de +20% (15 MM BRL).

Preço será 99.32 BRL/cota + 4.1% = 103.39 BRL/cota.

 

 

Evento sobre Real Estate no BTG

 

Resumo do evento do BTG sobre real estate para quem não tem paciência de assistir 4 horas ao vídeo abaixo.

 

 

CVM – Daniel Maeda/Superintendente de Relações com Investidores Institucionais

Daniel comentou que dividend yield é o grande parâmetro de performance de fundos imobiliários, levando a alguns players a tentar manter de forma criativa uma distribuição mais robusta.

Exemplos de criatividade são: (i) precificação de imóveis para venda, (ii) precificação a valor justo; (iii) variação abrupta da SPE, (iv) ajustar produtos para se enquadrarem como fundo imobiliário para ter isenção fiscal e (v) cotista relevante é o próprio incorporador.

Lembrou que há um Plano Bienal de Supervisão da CVM e lá comentam sobre vários pontos relevantes para a CVM.

 

Brookfield – Roberto Perroni/CEO

Roberto disse que Brookfield está com apetite. Não gosta de olhar cap rate atual e sim cap rate no futuro (provável desculpa para comprar caro). Cap rate compression ainda não aconteceu como deveria.

Pensa em fazer um ou outro desinvestimento via FIIs. Infelizmente muitas pessoas ainda enxergam o fundo imobiliário como um veículo de desova.

 

BTG – Michel Wurman/Head of Real Estate Investments

Anteriormente captação dependia de humor externo. Hoje FIIs estão captando independentemente do humor externo.

Há um estoque imenso de imóveis nas mãos das fundações. O movimento delas ainda é tímido, mas está acontecendo.

Sobre retirar benefício fiscal de fundo imobiliário, Michel acredita que deveria haver uma isonomia: tirar benefício de todos setores para ajudar o Brasil a sair da crise, não apenas em FIIs.

 

LOFT – Mariana Paixão/COO

Loft é uma plataforma digital com a proposta de simplificar a compra e venda de imóveis.

Entendem que não é possível fazer o processo de maneira 100% digital porque o apartamento é o maior bem da pessoa. Ela ainda possui necessidade de visitar, mesmo que seja um ou outro apartamento na decisão final.

Cliente recebe proposta da Loft para comprar o apartamento em dinheiro em menos de 30 dias.

Loft mostra precificação do imóvel de maneira transparente, o que reduz viés humano.

Processo de venda de um imóvel pela Loft é ok, o grande problema é o processo de compra. É necessária uma análise jurídica robusta pois costuma haver uma questão de herança nos bairros em que eles atuam: Itaim, Vila Nova Conceição e Jardins.

 

Desenvolveram um robô para fazer screening da pessoa vendedora. Sempre haverá componente offline para comprar imóvel.

Hoje é possível contratar crédito 100% online e talvez no futuro possa fazer leasing para imóvel (pagando um aluguel mais caro), assim como há atualmente em carros.

Nos últimos 10 anos, surgiram muitas startups no Brasil. Mas o número de engenheiros/desenvolvedores formados a cada ano ficou estável, o que vai necessariamente gerar um gargalo nos próximos anos.

 

RESALE – Marcelo Prata/CEO

A Resale foca em comprar imóveis recuperados. Lembrou que 87% dos imóveis tomados ainda estão ocupados pelo “ex-usuário”.

Muitas pessoas assinam newsletter de leiloeiro mas não possuem coragem de participar do leilão. Marcelo quer ajustar assimetria de informação.

Marcelo ressaltou que o maior problema está dentro de casa (bancos), não em cartórios. Há um estoque de 18 BI BRL de imóveis em bancos.

Não aposte nos unicórnios, aposte nos cavalos pois puxamos carroças no Brasil.

 

URBE.ME – Lucas Obino

Financiamento para incorporar era difícil. Viu exemplo do Peixe Urbano e decidiu seguir em linha parecida para a incorporação.

 

Crédito Imobiliário

A proposta de diversificar investimentos propicia a criação de novos produtos. E o mercado imobiliário é uma alternativa

Há 76 BI BRL de CRIs em estoque, sendo que 9 BI BRL foram emitidos em 2017/18.

Ao contrário de uma debênture, CRI é um ativo mais complexo e único. Mercado de debêntures hoje é em torno de 700 BI BRL, 10 vezes maior que mercado de CRI.

Como CRI é mais específico, há necessidade de um aprofundamento maior.

Estoque de FII de CRI é de 12 BI BRL, sendo 3 BI BRL lançado em 2018 (e possivelmente mais 3 BI BRL em 2019).

As emissões de CRIs eram basicamente um ajuste contábil de bancos, para se enquadrarem na exigência do Mapa 4. Agora, temos emissões que efetivamente vão a mercado.

O grande problema do CRI é que o mercado secundário é muito ilíquido. Costuma-se marcar na curva original até que surja um evento que justifique uma nova marcação.

 

Delivery Center

É melhor ir visitar Índia e China para entender o que estão fazendo do que ir ao Vale do Silício.

A grande dinâmica hoje é integração do online com offline. O2O ou omnichannel.

Olhando para o faturamento do shopping, 70% vem dos lojistas (mercadorias) e 30% vem de alimentação (que efetivamente puxa o fluxo do shopping).

O grande driver do online é a alimentação, “alimentação online alimenta o ecommerce”

Nos shoppings em que foi implementado o Delivery Center, houve 8% de crescimento de faturamento: + 5% nos lojistas e + 17% na parte de alimentação

Há lojistas nos arredores do shopping que estão compondo um “ABL virtual” do shopping. Participam de promoções e usam hub do shopping, com a contrapartida de pagar um aluguel variável para o shopping.

Em um determinado shopping na Avenida Paulista há 200 lojistas, sendo que 10 lojistas estão efetivamente fora do ABL “oficial” do shopping.

Não há risco de perder clientes para o online, pois já perdeu. O ponto é trazer o tráfego de volta.

JHSF não criou ecommerce para ganhar dinheiro, e sim para dar experiência ao cliente.

Aumento ABL se dará por troca de estacionamento por loja.

 

Hedge – André Freitas

Hudson Yards em NY: lojas que estão lá nunca tiveram loja física, propõe a fazer uma experiência sensorial de compra

Ações x FIIs de shopping.

Em ação há a procura por TIR e em FII há a procura por yield. Há 105 shoppings nas empresas listadas como ações e 58 shoppings em FIIs. Market cap em ações de shoppings é 39 BI BRL e em FIIs é 14 BI BRL.

Em ação pode fazer desenvolvimento, em FIIs não há “paciência” para esperar desenvolvimento dar certo.

Atualmente nenhum dos grandes listados possui projetos relevante de greenfield

Vacância machuca muito mais o shopping que o escritório. No escritório o condomínio é 20 BRL/m2 e o aluguel é 100 BRL/m2. Já no shopping, o condomínio é 100 BRL/m2 e o aluguel é 90 BRL/m2

Por causa da lei de zoneamento em SP, está muito difícil construir shopping.

 

JHSF

JHSF não criou ecommerce para ganhar dinheiro, e sim para dar experiência ao cliente.

 

Credit Suisse com novo fundo…
 

3 ofertas, fundo dando desconto no aluguel no Itaim e outro justificando o preço alto que pagou na aquisição.

FIIs citados: HTMX, FEXC, HGFF, BMLC, RNGO, KFOF, RBVA, ONEF

FIIs que possuo: HTMX, FEXC, BMLC, RNGO, RBVA,

 

HTMX

Convocou uma AGE no dia 12 de agosto para uma nova emissão de cotas. Irá captar 19 MM BRL (montante alvo e também o mínimo).

O preço será 137.62 + 3.85 de custo = 141.47 BRL/cota. Não definiram o fator de subscrição, acredito que deverá ser 0.12

A proposta é fazer aquisição de unidades hoteleiras na cidade de São Paulo.

 

FEXC

Dia 26/jul foi o último dia com direito das cotas para poder exercer subscrição

Não conhece FIIs? Leia o livro do André Bacci.

 

HGFF

Credit Suisse criou o seu FoF. Proposta é captar 150 MM BRL, preço da emissão será 100 + 3 de custo = 103 BRL/cota.

Lote adicional será de 20% (30 MM BRL) e o mínimo será de 50 MM BRL.

Taxa de administração será 0.8% e performance será 20% sobre o IFIX.

A composição do fundo será de no mínimo 67% em FIIs

O material publicitário se encontra aqui.

Eu gosto da proposta do MGFF e do RBRF: investir em FIIs, mas também em CRIs e outros. Mínimo de 67% em FIIs parece alto para mim.

 

BMLC

Assinou novo contrato com Exxon, cobrindo 899 m2. Vacância cai de 26% para 12% no Rio de Janeiro e vai para 10% no consolidado do fundo.

Tenho fundo e gosto dele. FG/A fez um bom trabalho na redução da vacância neste fundo.

 

RNGO

Vacância atingiu 19% e temos 33% dos contratos com revisional em 2019 (risco de cair preço nos contratos atuais). Não consegui enxergar expectativa de uma melhora para os próximos meses.

Eu tenho ele, faz tempo que não aloco nele.

 

KFOF

Convocação de AGE para definir o preço da segunda emissão de cotas. Querem captar 1.9 milhão de cotas (lote adicional +20%), lote mínimo de 9 mil cotas.

Levando em cota que há 1.3 milhão de cotas, querem mais que dobrar o fundo.

 

RBVA

Fundo justificou o cap rate baixo de aquisição (6.8%) no imóvel na Paulista com Pamplona por levar na conta apenas o aluguel mínimo.

Comentou que haverá aluguel variável também (mas não falou o valor estimado dele).

 

ONEF

Revisional do Banco do Brasil foi para baixo, será que estava um preço fora da realidade do Itaim?

Vamos acompanhar.

 
 
Entrevista com Vinci Partners

 

Arthur Vieira de Moraes entrevistou Ilan Nigri e Leandro Bousquet.

 

 

Segue um resumo abaixo.

 

Governança

Falaram que a governança em FIIs é superior, principalmente pela peridiocidade da prestação de contas.

Eu discordo parcialmente, pois a indústria está ainda engatinhando. Estamos evoluindo bastante na questão da transparência mas ainda há espaço para melhorar bastante.

 

Dívida em FIIs

Alguns fundos estão tomando isso como prática usual, inclusive fundos da Vinci.

Reiteraram que é uma porcentagem pequena do patrimônio. A proposta é fazer aquisições de bons ativos a preços bons. Como não tem todo o dinheiro para comprar o ativo, tomam dívida.

A taxa da dívida é IPCA + 7.5%, enquanto aquisições estão saindo a IPCA + 9-10%. Sim, a dívida está fazendo sentido.

 

Ecommerce

Gostam do segmento e querem ter inquilino de ecommerce ou ativo que ecommerce possa usar no futuro.

Condomínio logístico

Gostam de condomínio logístico por questão de reduzir custo com segurança/administrativo

Ainda não tenho VILG, aloquei dinheiro na oferta do HGLG.

 

 

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