A importância dos fundos imobiliários e seu ciclo para a carteira previdenciária | Por Victor Vieira

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Victor Vieira

Investidor e Engenheiro Civil. Possui pós-graduação em engenharia da segurança do trabalho e MBA em SGI (sistema de gestão integrada).

A importância dos fundos imobiliários e seu ciclo para a carteira previdenciária

 

Olá amigos,

 

Primeiramente, gostaria de me apresentar e na sequência descrevo o meu despertar no mundo dos investimentos.

 

Sou formado em engenharia civil, com pós-graduação em engenharia da segurança do trabalho e MBA em SGI (sistema de gestão integrada).

 

Sempre acreditei que podemos e principalmente devemos nos preparar para um futuro financeiro seguro, digno e com o conforto que todo cidadão de bem merece. Com este princípio e tendo como base as constantes inseguranças que o sistema de nosso país nos proporciona, visto as instabilidades do sistema da previdência social e o aumento do desemprego em vários segmentos, entendi ser importante tomar ações próprias, não acreditando que nosso estado cuidará deste meu futuro e assim adotei premissas necessárias:

 

  • Construir este futuro de forma individual, com base no esforço próprio e o quanto antes.
  • Devemos iniciar a acumular patrimônio com a quantia que pudermos e melhorar gradualmente, traçando a estratégia de utilizar a renda ativa salarial para liquidar primeiramente as contas diretas (água, luz, telefone, condomínio, etc.) e posteriormente acumulando a sobra salarial para o futuro, fazendo aquilo que chamo de ”comprar nossa aposentadoria”. Com o passar do tempo e com muita disciplina neste acúmulo patrimonial consistentemente notaremos que a força dos juros compostos (considerado por Albert Einstein como a maior força do universo) se encarrega de inverter essa lógica mensal.

 

Então aos de idade mais avançada, com menor perspectiva no seu tempo de vida, não servem as mesmas premissas?

 

Costumo dizer que ‘’NUNCA É TARDE E NUNCA É POUCO’’ para investirmos. Repita todos os dias: ‘’NUNCA É TARDE E NUNCA É POUCO’’. Claro que seu retorno será melhor e breve se você otimizar o fator ‘’INICIAR CEDO X POUPAR SEMPRE MAIS’’, mas isso é tema para um outro artigo. Não deixemos que nosso maior arrependimento seja o mesmo de muitos investidores que iniciaram a investir de forma tardia, não obtendo assim os melhores resultados, pois o preço em evitarmos hoje aquela eventual extravagância financeira a mais, pode ser dias a menos de escravidão ao sistema no amanhã.

 

E como coloquei em prática?

 

Exclusivamente investindo (cursos e/ou graduações) na minha carreira profissional e adotando ao meu favor com muita paciência, à disciplina do acúmulo patrimonial que com o passar do tempo se tornaram metas cada vez mais arrojadas, chegando à conclusão que não há maiores segredos, resumindo-se e alcançando este objetivo em ESTUDAR – TRABALHAR – ACUMULAR.

 

Lembre-se das palavras de Warren Buffet:

 

“Não precisamos ser mais espertos que os outros, precisamos ser mais disciplinados que os outros”

 

Até os anos de 2012 a 2013, tinha todo o conceito citado, porém sem saber em qual seria o melhor ‘’cesto para alocar os ovos’’. Foi quando um amigo -‘’irmão’’, apresentou-me um investimento que une presente com futuro, renda com rendimento, ganho patrimonial com eliminação dos compromissos financeiros atuais, pagamentos das dívidas do presente com o conforto do amanhã, e este investimento chama-se FUNDOS IMOBILIÁRIOS (FII’s).

 

Mas o que chamou minha atenção neste investimento?

 

  •  Fundos imobiliários são isentos de Imposto de Renda;
  • Diferentemente de administrar um imóvel físico, o custo de sermos cotistas de fundos imobiliários já contempla toda a administração com o inquilino, não sendo necessário nosso contato direto com os inquilinos, assim como possíveis reformas e manutenções nos imóveis. Lembre-se sempre que qualquer coisa que custe a sua paz é cara demais;
  • A possibilidade de entrar no mercado imobiliário com custo pequeno, visto que existem cotas de fundos imobiliários com valores baixos;
  • Liquidez financeira e parcial em necessidades urgentes, diferentemente de imóvel físico que ficamos meses, as vezes anos para vender um imóvel integralmente;
  • Retorno mensal maior que de um aluguel em um imóvel físico, além do ganho patrimonial com a valorização das cotas negociadas na B3;
  • Estar em renda variável com muito menos surpresas de quedas acentuadas, como acontecem no mundo das ações;

 

Isso quer dizer que este é o melhor investimento do mundo?

 

Não, este é o melhor investimento do mundo para meu tipo de perfil. Se você objetiva renda para acabar com dividas (passivas ou ativas), segurança financeira para o futuro (tendo ao seu favor ganho patrimonial com baixa volatilidade) e os demais itens citados, talvez este também seja seu investimento desejado.

 

Como destaquei no início, sou Engenheiro Civil e atuei alguns anos no mercado imobiliário, podendo viver na ”pele” o ciclo que gira de certa forma muito rápido dentro deste segmento. Lembro em meados de 2011 e 2012 o quanto aquecido estava o setor em nosso país, com verdadeiros ”espigões” em toda parte, transparecendo muitas das vezes que habitávamos dentro de um verdadeiro canteiro de obras, porém, o movimento do ciclo imobiliário é acelerado, e em meados de 2015 entramos numa realidade negativa, desfavorável, com desemprego forte (principalmente no setor da construção civil), forte vacância dos principais imóveis e regiões, shoppings com faturamentos baixos devido a recessão, galpões logísticos ficando vazios, projetos de empreendimentos novos não saindo do papel. Diante deste cenário, não poderia ser diferente até que o desemprego aparece em minha carreira, momento que já esperava com grande probabilidade, face tamanho cortes nas principais construtoras do país.

 

Com base nos princípios citados no começo deste artigo, onde repito a importância da construção (mês a mês) de nossa aposentadoria poupando o que podemos, entendi que o melhor momento para usar de forma mais agressiva minhas reservas acumuladas seria este, exatamente no setor que não gerava mais emprego e que devido as ”feridas” da atual situação do mercado, encontrei grandes oportunidades de adquirir vários fundos imobiliários de qualidade que estavam com suas cotações em patamares inferiores,verdadeiras barganhas, onde investidores corriam do setor, porém pude montar uma excelente carteira de fundos imobiliários que trago até hoje, cada vez mais encorpada.

 

Por ”ironia do destino”, o ramo que tirou momentaneamente meu emprego profissional e minha renda ativa, abriu portas ao meu lado investidor, e o que era um momento ”nebuloso”, se torna um momento de oportunidades em adquirir cotas de excelentes fundos imobiliários tornando meu objetivo mais coeso e próximo da realidade com aumento da minha renda passiva.

 

Significa que apenas comprei cotas com o ciclo imobiliário em baixa?

 

Não, entendo ser importante a compra constante face a trabalhabilidade dos juros compostos, porém natural que não entremos em desespero com o momento de queda e possamos ainda assim aproveitar essa volatilidade de forma arrojada para adquirirmos produtos de qualidade com baixo custo, assim como fazemos para adquirir qualquer outro produto no varejo. Desta forma que atuei nos momentos de baixa do ciclo e consequentemente volatilidades das cotações de mercado, podendo formatar e estruturar uma melhor carteira de fundos imobiliários.

 

Nos dias atuais procuro acompanhar os balanços e os fatos relevantes dos fundos imobiliários (FII’s) que compõem minha carteira, assim como estudo relatórios de analistas sérios, procurando tomar minhas decisões antenado para possíveis novos fundos e/ou aumentando minhas posições aos que já possuo.

 

Procure primeiramente identificar seu perfil, e caso este se enquadre aos fundos imobiliários, inicie agora mesmo seus estudos e coloque em prática seu aprendizado de forma moderada, ciente que a disciplina e a paciência são fundamentais para alcançar o sucesso.

 

Victor Vieira

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